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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

LSD - Dietilamida do Ácido Lisérgico

A Dietilamida do ácido lisérgico, ou LSD, ou “doce”, é uma das substâncias mais potentes com ação psicotrópica que se conhece. A droga geralmente se apresenta em pequenas cartelas picotadas de papel absorvente, sendo também encontrada na forma líquida ou comprimidos.

Seus efeitos dependem da sensibilidade da pessoa às ações da droga, de seu estado de espírito no momento da utilização e também do ambiente em que se deu a experiência. Uma simples gota pode provocar grandes “viagens”, como alucinações visuais, auditivas e até mesmo táteis.


Assim, as distorções perceptivas, a fusão de sentidos, perda da discriminação de tempo e espaço e as alucinações, podem ser vivenciadas como sensações agradáveis, mas também podem deixar o usuário extremamente amedrontado. Pode ser consumida por via oral, injeção ou inalação, e se apresenta em forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina e líquida; seus efeitos duram de oito a doze horas.

Os efeitos físicos dessa droga são: dilatação das pupilas, sudorese, aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial, aumento da temperatura, náuseas, vômitos. Os sintomas psíquicos são alucinações auditivas, visuais e táteis, sensibilidade sensorial, confusão, pensamento desordenado, perda do controle emocional, euforia alternada com angústia, dificuldade de concentração.

Usar LSD por muito tempo pode causar paranóia e doenças mentais, como esquizofrenia. Semanas, meses ou anos depois de tomar LSD, o usuário pode ter ataques de pânico ou os chamados “flashbacks” (quando partes da viagem são revividas). Também é muito comum a “viagem ruim” (bad trip), em que o usuário tem efeitos indesejáveis da droga, sendo que seu efeito dura horas e não existe possibilidade de pará-lo.

Uma das curiosidades sobre a droga é que, a música Lucy in the Sky with Diamonds, uma das canções mais conhecidas dos Beatles, é uma alusão ao LSD.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Poder de vício

Fonte: Pesquisa Doméstica Nacional sobre Uso de Drogas 2001, do Departamento de Saúde dos Estados Unidos -
Revista Super Interessante
É muito comum nos preocuparmos com as drogas ilegais e deixarmos em segundo plano as chamadas drogas lícitas. Na verdade quando se fala em "drogas", algumas pessoas, nem ao menos, relacionam as substâncias de venda permitida como uma delas.

Esta pesquisa, realizada no Estados Unidos, demonstra que todas essas drogas que costumamos achar as mais "viciantes" ainda estão bem atrás do, comum, tabaco. Comparativamente com outras drogas relacionadas na pesquisa, o cigarro possui um poder de dependência avassalador, quase três vezes maior que a segunda droga com maior poder de vício.

Também não devemos esquecer que o cigarro, junto com a bebida alcoólica, é uma porta de entrada para as drogas ilegais. Sabendo que o cigarro é a segunda droga mais consumida no mundo (só perdendo pro álcool), e é a que mais mata, cerca de 5 bilhões de pessoas por ano no mundo todo, devemos dar mais atenção a esta substância.

Muitos pais ao descobrirem que seu filho está fumando cigarro não ficam tão chateados como ficariam se a droga consumida fosse a maconha, por exemplo. É claro que o cigarro não muda o comportamento da pessoa sob seu efeito como é o caso da maconha, mas ele possui uma letalidade e poder de vício bem maiores. Seria como compararmos um Pit Bull com um Chiuaua, o cigarro corresponderia ao primeiro e a maconha ao segundo. Os dois cachorros mordem, porém o Pit Bull faz um estrago bem maior, mas não quer dizer que o Chiuaua não morda. Aliás, se pudesse escolher, preferiria não ser mordido por nenhum dos dois. Quando faço essa comparação, falo do poder de vício e da letalidade de cigarro e maconha.

É bom termos conhecimento dessas informações, principalmente os pais, pois se um dia descobrirem que seu filho já experimentou cigarro, tenham a mesma indignação que teriam caso a droga fosse outra.