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sábado, 19 de setembro de 2009

Cocaína

A cocaína é também conhecida como pó, farinha, coca, coke, branca, brilho, papel, Vera, Paulo Otávio, padê, cotê, etc. É um poderoso estimulante e é feito das folhas do arbusto de coca existente na América do Sul. Ela faz o cérebro liberar sua substância dopamina, responsável pela sensação de bem estar.

É uma substância extraída das folhas de uma planta originária da América do Sul (Erythroxylon coca). Pode ser consumida na forma de um sal (cloridrato de cocaína, um pó que é inalado ou dissolvido em água e injetado), ou sob a forma de uma base que é fumada (o “crack”). Existe ainda a pasta de coca, um produto menos purificado (sub-produto), que também pode ser fumado, conhecido como “merla”.

Os principais efeitos são: sensação intensa de euforia e poder, além de estado de excitação, hiperatividade, insônia, falta de apetite e perda da sensação de cansaço. Com doses maiores, são observados outros efeitos, tais como irritabilidade, agressividade e até delírios e alucinações, que caracterizam um verdadeiro estado psicótico (psicose cocaínica).Entre os efeitos de seu uso podemos destacar a dilatação pupilar (midríase), elevação da pressão arterial e taquicardia (podendo ocorrer parada cardíaca).


Este vídeo mostra um laboratório improvisado no meio da
selva
colombiana, onde a cocaína é produzida.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Maconha

É o nome dado no Brasil à Cannabis sativa. Suas folhas e inflorescências secas podem ser fumadas ou ingeridas. Há também o haxixe, pasta semi-sólida obtida por meio de grande pressão nas inflorescências e preparação com maiores concentrações de THC (tetra-hidrocanabinol), uma das diversas substâncias produzidas pela planta, principal responsável pelos seus efeitos psíquicos.

Há grande variação na quantidade de THC produzida pela planta (conforme condições do solo, clima e tempo decorrido entre colheita e o uso) e na sensibilidade das pessoas à sua ação, o que explica a capacidade de a maconha produzir efeitos mais ou menos intensos. Os efeitos psíquicos da maconha podem ser descritos como sensações de bem-estar, calma e relaxamento, sentir-se menos fatigado e hilariante, enquanto outras pessoas experimentam angústia, ficam aturdidas, temerosas de perder o autocontrole e ansiosas, com tremores e sudorese. Há perturbação na capacidade de calcular o tempo e o espaço, além de prejuízo de memória e atenção.

Dependendo da dose administrada ou da concentração de THC, podem ocorrer delírios e alucinações. Alguns efeitos físicos são: hiperemia conjuntival (olhos avermelhados) diminuição da produção de saliva, taquicardia, fala arrastada, prejuízo na capacidade de atenção e da memória de curto prazo. A potência da droga é medida de acordo com a quantidade média de THC encontrada nas amostras de maconha.

• A maconha comum contem uma média de 3% de THC.
• A variedade “sinsemilla” (sem semente, que só contem botões e as flores da planta fêmea) tem uma média de 7.5% de THC, mas pode chegar a ter até 24%.
• O haxixe (a resina gomosa das flores das plantas fêmeas) tem uma média de 3.6%,mas pode chegar a ter até 28%.
• A maconha cultivada por hidroponia, conhecida popularmente como SKANK pode ter até 35% de THC.
• O óleo de haxixe, um líquido resinoso e espesso que se destila do haxixe, tem em média de 16% de THC, mas pode chegar a ter até 43%.

Não cria a dependência física, mas a psicológica. Dependendo da personalidade do usuário, pode ser brutal; logo se retirada imediatamente, à saúde não correrá nenhum risco, porém, a força de vontade do paciente tem de ser grande, exatamente para vencer sua necessidade psíquica de buscar a maconha.

De acordo com o V Levantamento Sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas Entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública de Ensino nas 27 Capitais Brasileiras, feito pelo CEBRID, a maconha é quarta droga mais consumida pelos jovens. A pesquisa demonstra que 5,9% dos estudantes brasileiros já experimentaram, alguma vez na vida, a droga.

Costuma-se dizer que a maconha leva seu usuário às drogas mais pesadas como cocaína e crack, por exemplo, pois com o passar do tempo o canabista não sente mais os efeitos que sentia quando usava a droga pelas primeiras vezes.e acaba procurando "sensações novas". Na verdade esse raciocínio não se justifica, pois a maconha é uma droga depressora do Sistema Nervoso Central, e a cocaína e o crack são estimulantes, logo quem gosta dos efeitos relaxantes da maconha dificilmente procuraria outra droga que apresenta efeitos contrários. Na verdade o que leva usuários de maconha a consumirem outras drogas é a fácil acessibilidade a elas, pois o traficante de maconha é quem também vende outras substâncias e acabam estimulando seus compradores a experimentarem drogas mais caras, que levam à uma maior dependência.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Classificação das Drogas

Existem várias formas de classificar as drogas, seja do ponto de vista legal, com as drogas lícitas (permitidas por lei) e ilícitas (proibidas por lei). Dentre as drogas lícitas, existem as que podem ser obtidas livremente, enquanto que outras estão submetidas a algumas restrições (caso de alguns medicamentos e substâncias com venda controlada).


Também podemos classificar as drogas quanto a sua origem. Dentro desta classificação temos três grupos:

Naturais: certas plantas contêm drogas psicoativas, sendo esta matéria-prima usada diretamente com ou extraída e purificada. Exemplo: alguns cogumelos que possuem propriedades alucinógenas; trombeteira; chá do Santo Daime (Ayahuasca).

Semi-sintéticas: resultado de reações químicas realizadas em laboratório nas drogas naturais. É o caso da cocaína, maconha, tabaco e álcool. Algumas são produzidas em escala industrial, como o cigarro e o álcool.

Sintéticas: são produzidas, unicamente, por manipulações químicas em laboratórios e não dependem, para sua confecção, de substâncias vegetais ou animais como matéria-prima. Temos como exemplo o LSD e o ecstasy. Na categoria de droga sintética incluem-se também os calmantes e os barbitúricos ou remédios para dormir, fabricados pela indústria farmacêutica com finalidade médica.


Outra classificação que se baseia nas ações aparentes das drogas sobre o Sistema Nervoso Central (SNC), conforme as modificações da atividade mental:

Drogas DEPRESSORAS

Causam diminuição da atividade global e de certos sistemas específicos do SNC. Como conseqüência, há a tendência de ocorrer diminuição da atividade motora, da reatividade à dor e da ansiedade, sendo comum um efeito euforizante inicial e, posteriormente, aumento da sonolência. Exemplos:

- Álcool;

- Barbitúricos;

- Inalantes e solventes;

- Opióides.

Drogas ESTIMULANTES

São incluídas nesse grupo as drogas capazes de aumentar a atividade de determinados sistemas neuronais, o que traz como conseqüência estado de alerta exagerado, insônia e aceleração dos processos psíquicos. As principais drogas estimulantes são:

- Cocaína;

- Crack;

- Anfetaminas.

Drogas PERTURBADORAS

Nesse grupo de drogas, classificam-se diversas substâncias, cujo efeito principal é provocar alterações no funcionamento cerebral, que resultam em vários fenômenos psíquicos anormais, dentre os quais destacam-se delírios e alucinações.

Podemos definir alucinação como uma percepção sem objeto, ou seja, a pessoa vê, ouve ou sente algo que realmente não existe. Já o delírio pode ser definido como falso juízo da realidade, ou seja, o indivíduo passa a atribuir significados anormais aos eventos que ocorrem a sua volta (por exemplo, notando em toda parte indícios claros – embora irreais – de uma perseguição contra sua pessoa). Esse tipo de fenômenos ocorre de modo espontâneo em certas doenças mentais denominadas psicoses, razão pela qual essas drogas também são chamadas psicotomiméticos. As principais drogas perturbadoras são:

- Maconha;

- Ecstasy (MDMA);

- LSD (ácido lisérgico).

Definição de Droga

As drogas têm feito parte da história da humanidade. Durante milhares de anos certas plantas têm sido utilizadas para benefício do corpo, da mente e do espírito. O ópio, por exemplo, é usado há muito tempo para o alívio da dor, a cerveja teve sua origem, através da fermentação de certos vegetais, há aproximadamente 6.000 anos.

No decorrer da história as palavras empregadas para descrever droga têm sofrido importantes variações. Na Grécia Antiga a droga, denominada pharmakon, tinha duplo significado: remédio e veneno. Este conceito, ambivalente, mostrava o quanto os gregos tentavam traduzir o poderoso efeito dessas substâncias sobre o corpo e a mente dos indivíduos. Já na Pérsia a palavra droga se origina da palavra demônio. A etimologia mais aceita no meio acadêmico nos explica o seguinte: Drogadicção = Adicção à drogas. A etimologia do vocábulo "adicção" remete ao latim. "Adicto" origina-se no particípio passado do verbo "addico", que significa "adjudicar" ou "designar". Este particípio é "addictum" e quer dizer o "adjudicado" ou "designado" - o "oferecido" ou "oferendado". Nos tempos da República Romana, "addictum" designava o homem que, para pagar uma dívida, se convertia em escravo por não dispor de outros recursos para cumprir o compromisso contraído. O substantivo "adicção" designa, em nossa língua, a inclinação ou o apego de alguém por alguma coisa.

Atualmente, a definição sobre drogas promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento.

Dentre os tipos de drogas existentes, as psicoativas, ou psicotrópicas, são substâncias que alteram as sensações, o humor, a consciência ou outras funções psicológicas e comportamentais. É bom salientar que nem todas as substâncias psicoativas provocam dependência e que, algumas substâncias, aparentemente inofensivas e presentes em muitos produtos de uso doméstico podem ter essa capacidade.


Referências:

ANTIDROGAS. Disponível em http://www.antidrogas.com.br . Acesso em: 04 jul. 2008, 22:45.

FORMAÇÃO De Multiplicadores de Informações sobre Drogas. Guia Geral. Florianópolis:Senad, 2004.