As tabelas apresentam, respectivamente, as seguintes comparações: Uso na vida de qualquer droga; As nove drogas mais usadas; Dependência.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Uso de Drogas no Brasil
As tabelas apresentam, respectivamente, as seguintes comparações: Uso na vida de qualquer droga; As nove drogas mais usadas; Dependência.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Poder de vício

Fonte: Pesquisa Doméstica Nacional sobre Uso de Drogas 2001, do Departamento de Saúde dos Estados Unidos -
Revista Super Interessante
É muito comum nos preocuparmos com as drogas ilegais e deixarmos em segundo plano as chamadas drogas lícitas. Na verdade quando se fala em "drogas", algumas pessoas, nem ao menos, relacionam as substâncias de venda permitida como uma delas.
Esta pesquisa, realizada no Estados Unidos, demonstra que todas essas drogas que costumamos achar as mais "viciantes" ainda estão bem atrás do, comum, tabaco. Comparativamente com outras drogas relacionadas na pesquisa, o cigarro possui um poder de dependência avassalador, quase três vezes maior que a segunda droga com maior poder de vício.
Também não devemos esquecer que o cigarro, junto com a bebida alcoólica, é uma porta de entrada para as drogas ilegais. Sabendo que o cigarro é a segunda droga mais consumida no mundo (só perdendo pro álcool), e é a que mais mata, cerca de 5 bilhões de pessoas por ano no mundo todo, devemos dar mais atenção a esta substância.
Muitos pais ao descobrirem que seu filho está fumando cigarro não ficam tão chateados como ficariam se a droga consumida fosse a maconha, por exemplo. É claro que o cigarro não muda o comportamento da pessoa sob seu efeito como é o caso da maconha, mas ele possui uma letalidade e poder de vício bem maiores. Seria como compararmos um Pit Bull com um Chiuaua, o cigarro corresponderia ao primeiro e a maconha ao segundo. Os dois cachorros mordem, porém o Pit Bull faz um estrago bem maior, mas não quer dizer que o Chiuaua não morda. Aliás, se pudesse escolher, preferiria não ser mordido por nenhum dos dois. Quando faço essa comparação, falo do poder de vício e da letalidade de cigarro e maconha.
É bom termos conhecimento dessas informações, principalmente os pais, pois se um dia descobrirem que seu filho já experimentou cigarro, tenham a mesma indignação que teriam caso a droga fosse outra.
Maconha

Há grande variação na quantidade de THC produzida pela planta (conforme condições do solo, clima e tempo decorrido entre colheita e o uso) e na sensibilidade das pessoas à sua ação, o que explica a capacidade de a maconha produzir efeitos mais ou menos intensos. Os efeitos psíquicos da maconha podem ser descritos como sensações de bem-estar, calma e relaxamento, sentir-se menos fatigado e hilariante, enquanto outras pessoas experimentam angústia, ficam aturdidas, temerosas de perder o autocontrole e ansiosas, com tremores e sudorese. Há perturbação na capacidade de calcular o tempo e o espaço, além de prejuízo de memória e atenção.
Dependendo da dose administrada ou da concentração de THC, podem ocorrer delírios e alucinações. Alguns efeitos físicos são: hiperemia conjuntival (olhos avermelhados) diminuição da produção de saliva, taquicardia, fala arrastada, prejuízo na capacidade de atenção e da memória de curto prazo. A potência da droga é medida de acordo com a quantidade média de THC encontrada nas amostras de maconha.
• A maconha comum contem uma média de 3% de THC.
• A variedade “sinsemilla” (sem semente, que só contem botões e as flores da planta fêmea) tem uma média de 7.5% de THC, mas pode chegar a ter até 24%.
• O haxixe (a resina gomosa das flores das plantas fêmeas) tem uma média de 3.6%,mas pode chegar a ter até 28%.
• A maconha cultivada por hidroponia, conhecida popularmente como SKANK pode ter até 35% de THC.
• O óleo de haxixe, um líquido resinoso e espesso que se destila do haxixe, tem em média de 16% de THC, mas pode chegar a ter até 43%.
Não cria a dependência física, mas a psicológica. Dependendo da personalidade do usuário, pode ser brutal; logo se retirada imediatamente, à saúde não correrá nenhum risco, porém, a força de vontade do paciente tem de ser grande, exatamente para vencer sua necessidade psíquica de buscar a maconha.
De acordo com o V Levantamento Sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas Entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública de Ensino nas 27 Capitais Brasileiras, feito pelo CEBRID, a maconha é quarta droga mais consumida pelos jovens. A pesquisa demonstra que 5,9% dos estudantes brasileiros já experimentaram, alguma vez na vida, a droga.
Costuma-se dizer que a maconha leva seu usuário às drogas mais pesadas como cocaína e crack, por exemplo, pois com o passar do tempo o canabista não sente mais os efeitos que sentia quando usava a droga pelas primeiras vezes.e acaba procurando "sensações novas". Na verdade esse raciocínio não se justifica, pois a maconha é uma droga depressora do Sistema Nervoso Central, e a cocaína e o crack são estimulantes, logo quem gosta dos efeitos relaxantes da maconha dificilmente procuraria outra droga que apresenta efeitos contrários. Na verdade o que leva usuários de maconha a consumirem outras drogas é a fácil acessibilidade a elas, pois o traficante de maconha é quem também vende outras substâncias e acabam estimulando seus compradores a experimentarem drogas mais caras, que levam à uma maior dependência.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Classificação das Drogas
Existem várias formas de classificar as drogas, seja do ponto de vista legal, com as drogas lícitas (permitidas por lei) e ilícitas (proibidas por lei). Dentre as drogas lícitas, existem as que podem ser obtidas livremente, enquanto que outras estão submetidas a algumas restrições (caso de alguns medicamentos e substâncias com venda controlada).
Também podemos classificar as drogas quanto a sua origem. Dentro desta classificação temos três grupos:
Naturais: certas plantas contêm drogas psicoativas, sendo esta matéria-prima usada diretamente com ou extraída e purificada. Exemplo: alguns cogumelos que possuem propriedades alucinógenas; trombeteira; chá do Santo Daime (Ayahuasca).
Semi-sintéticas: resultado de reações químicas realizadas em laboratório nas drogas naturais. É o caso da cocaína, maconha, tabaco e álcool. Algumas são produzidas em escala industrial, como o cigarro e o álcool.
Sintéticas: são produzidas, unicamente, por manipulações químicas em laboratórios e não dependem, para sua confecção, de substâncias vegetais ou animais como matéria-prima. Temos como exemplo o LSD e o ecstasy. Na categoria de droga sintética incluem-se também os calmantes e os barbitúricos ou remédios para dormir, fabricados pela indústria farmacêutica com finalidade médica.
Outra classificação que se baseia nas ações aparentes das drogas sobre o Sistema Nervoso Central (SNC), conforme as modificações da atividade mental:
Drogas DEPRESSORAS
Causam diminuição da atividade global e de certos sistemas específicos do SNC. Como conseqüência, há a tendência de ocorrer diminuição da atividade motora, da reatividade à dor e da ansiedade, sendo comum um efeito euforizante inicial e, posteriormente, aumento da sonolência. Exemplos:
- Álcool;
- Barbitúricos;
- Inalantes e solventes;
- Opióides.
Drogas ESTIMULANTES
São incluídas nesse grupo as drogas capazes de aumentar a atividade de determinados sistemas neuronais, o que traz como conseqüência estado de alerta exagerado, insônia e aceleração dos processos psíquicos. As principais drogas estimulantes são:
- Cocaína;
- Crack;
- Anfetaminas.
Drogas PERTURBADORAS
Nesse grupo de drogas, classificam-se diversas substâncias, cujo efeito principal é provocar alterações no funcionamento cerebral, que resultam em vários fenômenos psíquicos anormais, dentre os quais destacam-se delírios e alucinações.
Podemos definir alucinação como uma percepção sem objeto, ou seja, a pessoa vê, ouve ou sente algo que realmente não existe. Já o delírio pode ser definido como falso juízo da realidade, ou seja, o indivíduo passa a atribuir significados anormais aos eventos que ocorrem a sua volta (por exemplo, notando em toda parte indícios claros – embora irreais – de uma perseguição contra sua pessoa). Esse tipo de fenômenos ocorre de modo espontâneo em certas doenças mentais denominadas psicoses, razão pela qual essas drogas também são chamadas psicotomiméticos. As principais drogas perturbadoras são:
- Maconha;
- Ecstasy (MDMA);
- LSD (ácido lisérgico).


